Acordo Ortográfico - Alterações da Academia Brasileira de Letras

março9

ABL ANUNCIA PARA O DIA 19/3 O LANÇAMENTO DO VOLP E EXPLICA OS CRITÉRIOS DEFINITIVOS PARA A IMPLANTAÇÃO DO ACORDO ORTOGRÁFICO NO BRASIL

Volume contém 349.737 vocábulos distribuídos em 887 páginas

O Presidente da Academia Brasileira de Letras, Cícero Sandroni, anunciou hoje (terça-feira, dia 9) que será no próximo  dia 19, às 17h30min, no Petit Trianon, o lançamento da quinta  edição do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP), que incorpora as novas normas estabelecidas pelo Acordo Ortográfico de 1990, regulamentado no Brasil por força de decretos assinados pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva na ABL, no dia 29 de setembro do ano passado, e já em vigor desde 1º de janeiro deste ano.

O volume, de 887 páginas, contém 349.737 vocábulos, apresentados sob forma de lista, por ordem alfabética, incluindo-se a classificação gramatical de cada um, além dos estrangeirismos (cerca de 1500), que  aparecem na parte final  da obra. A impressão foi confiada pela ABL  à editora Global.

Sandroni afirmou que, com o lançamento, “a Língua Portugusa deixa para trás a condição de ser idioma cujo peso cultural e político ainda  encontrava, na vigência de dois sistemas ortográficos oficiais, um entrave ao seu prestígio e difusão internacional”.

Acrescentou que “esta edição se apresenta aumentada em seu universo lexical, corrige falhas tipográficas e oferece informações ortoépicas sobre possíveis dúvidas resultantes do emprego de algumas das normas ortográficas”.

Sandroni também informou que, antes do dia 19, a Academia deverá entregar, em Brasília,  alguns volumes prioritários ao Presidente Lula, aos presidentes do Senado Federal e da Câmara dos Deputados  e aos Ministros da Educação, Cultura e Relações Exteriores.

NOTA EXPLICATIVA

A ABL também apresentou hoje  texto de Nota Explicativa na qual informa sobre os procedimentos metodológicos seguidos na elaboração desta 5º edição do VOLP.

O acadêmico Evanildo Bechara, Coordenador da Comissão de Lexicografia e Lexicologia da ABL (integrada por ele e pelos acadêmicos Eduardo Portella e Alfredo Bosi), disse que, “com a realização deste trabalho, a ABL  traz contribuição relevante ao sonho de unificação ortográfica acalentado por tantos filólogos portugueses e brasileiros. Acreditamos ter contribuído para a a elaboração do futuro Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa, tarefa não só proposta pelos signatários do novo Acordo, mas que foi também sonho dos fundadores da ABL em 1897”.

Sobre a Nota Explicativa (texto no arquivo anexo à presente informação para a imprensa),  Bechara ressaltou a importância de que a opinião pública seja corretamente informada a respeito dos quatro princípios norteadores adotados pela ABL e que “garantem fiel compromisso aos propósitos dos signatários oficiais do Acordo”.

São os seguintes  esses  princípios:

a) respeitar a lição do texto do Acordo;

b) estabelecer uma linha de coerência do texto como um todo;

c) acompanhar o espírito simplificador do texto  do Acordo;

d) preservar a tradição ortográfica refletida nos formulários e vocabulários oficiais anteriores, quando das omissões do texto do Acordo.

Bechara alertou para a necessidade de que a correta assimilação das modificações ortográficas dependerá, com mais facilidade, do adequado conhecimento que as instituições de ensino, editores, o público em geral tenham a respeito das normas ortográficas vigentes até 1990.

Clique aqui e veja Nota Explicativa
Clique aqui e veja o texto ABL

Eu Assino o Manifesto Meu ArtigoSala de Imprensa
Indique este Site!
5 Opiniões para

“Acordo Ortográfico - Alterações da Academia Brasileira de Letras”

  1. Em 26/07/2010 às 9:54 Henrique B. Pasqualetti Disse:

    Já não existiram outras reformas anteriormente? Não se aprendeu a escrever? As modificações são simples demais, pois 0,5% do nosso vocabulário é muito pouco. Fora que os custos de distribuição da cultura para o mundo serão menores, além de o Brasil poder crescer no panorama mundial, visto que domina muito mais da metade dos falantes do português. Nem eu, que sou estudante do ensino médio, não tenho preguiça de aprender as novas regras, creio que muita gente esteja apta a fazê-lo.

  2. Em 13/12/2009 às 18:30 MURIEL Disse:

    Não concordo com esta mudança na lingua portuguesa.É uma tamanha falta de respeito para com a maioria dos brasileiros que por sua vez não podem nem manifestar sua opinião.Por mais que estudemos a nova ortográfia, ficará sempre aquela forma antes certa e agora ” erroneamente” de escrever e pronunciar. A proposito; só serão beneficiados de fato as crianças que inciam seus estudos já com esta nova gramática. Não cabe a mim tecer comentários técnicos sobre a nova ortografia, pois estou aqui apenas representado a maioria dos brasileiros , que por sinal não possuem diploma acadêmico em letras por exemplo e irão sofrer com esta mudança ridícula e desnecessária na ligua portuguesa que veio tardia e já soando como um palavrão aos nossos ouvidos.

  3. Em 28/05/2009 às 9:42 Manoel Gomes Rêgo Disse:

    São mudanças desnecessárias. O nosso português é cheio de regras, de normas, cheio de notações léxicas. Tudo isso, para facilitar a pronúncia das palavras. Por exemplos: o trema, indica que o U é pronunciado e o acento agudo dos ditongas em éi e ói, é usado para abrir o tímbre das vogais, sejam elas oxítonas, paroxítonas ou monossílabos tônicos. Não deveriam mexer. a coisa ficau pior, deixou a cabeça dos brasileiros mais confusa ainda do que era antes. Portanto, são mudanças absurdas e ridículas.

  4. Em 18/04/2009 às 15:49 Beatriz Disse:

    Esse “acordo” é ridículo. Não conseguimos formar uma maioria de brasileiros letrados com mais de 500 anos, agora querem confundir mais a cabeças de todos nesse curto espaço de tempo.

  5. Em 08/04/2009 às 8:39 carlos alberto macagnan Disse:

    bom dia. é com pesar que eu sinto a forma antidemocrática, desrespeitosa, e inútil com que fomos “brindados” com mais regras banais e errôneas. concordo com o manifesto com tudo o que foi exposto, e devo acrescentar que uma reforma se faz pra melhorar, simplificar, corrigir algo, ou seja, tudo o que deveria, mas acabou não sendo feito, gerando mais dúvidas do que clareza de certezas. na verdade, o que é fato é que a “reforma’ foi proposta para os “especialistas” aparecerema na mídia (eles precisavam mostrar que existem) e, o principal, venda de livros, é claro.

Seu email não será publicado

Website example

Sua Opinião:

home
Galeria de Videos Galeria de Fotos