Movimento Acordar Melhor polariza Congresso de Língua Portuguesa em Brasília

No dia 20 de novembro de 2009, o professor Ernani Pimentel, representante do Movimento Acordar Melhor, participou como palestrante do Congresso de Língua Portuguesa em Brasília, promovido pela Academia de Letras de Brasília e Universidade Católica de Brasília. O evento inaugurou oficialmente as festividades dos 50 anos da capital federal e contou com a presença dos 8 países signatários do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Em sua explanação, o professor levantou questões sobre o anacronismo do acordo, suas ilogicidades e excepcionalidades inúteis.
Ele lembrou que o Acordo foi assinado em 1990, com base em acertos de 1975 e comparou os objetos tecnológicos da época, com os utilizados hoje. “Se em 1975, para enviar uma informação era preciso de uma máquina de escrever, uma máquina de telex ou um telefone fixo, hoje – no século XXI –, temos tudo isso, mais a televisão e a internet, em um pequeno celular de pulso, que transmite voz, imagens e texto ao mesmo tempo e com muito maior precisão. Essa nova ortografia, pensada no século passado não pode ser aceita hoje, com toda a evolução tecnológica alcançada nos últimos trinta anos”, explica Ernani.
A Academia de Ciências de Lisboa representada pelo acadêmico Malaca Casteleiro e a Academia Brasileira de Letras, na fala do Professor Evanildo Bechara, tentaram esboçar explicações para justificar os inúmeros absurdos apresentados pelo Movimento Acordar Melhor, conseguindo apenas frustrar os participantes pela ausência de lógica e profundidade em seus argumentos.
Segundo o Professor Ernani, o expositor mais aplaudido do Congresso, o Movimento Acordar Melhor provou que as Academias não estão preparadas e não podem responder sozinhas por decisões que envolvem o patrimônio comum e de tão alta importância que é a representação gráfica da Língua Portuguesa.
Como solução, afirmou o professor que são necessários um levantamento e uma padronização ortográfica dos radicais da Língua, a eliminação de exceções e de duplas grafias, a instituição de um mínimo de regras (concatenadas, convergentes e lógicas), bem como a discussão democrática e aberta para adequação da grafia ao parâmetros racionais do século XXI. Além disso, defendeu que o Governo comprove sua prioridade na educação de nosso país, concentrando esforços para uma nova reforma ortográfica, que barateie e democratize o ensino do Português e de todas as outras disciplinas.
Minha formação acadêmica é em Letras com Especilialização em Língua Portugesa. Leciono no Ensino Médio numa escola da rede estadual e realmente não ajudou em nada as modificações estabelecidas e que sem noção nos obrigam em adotá-las. É complicado você ensinar, então “você faz que ensina e o aluno faz que aprende”. A qualidade do ensino se observa nas redações dos vestibulares. “Como diz Boris Casoi é uma Vergonha” Sou solidária ao movimento e gostaria de receber mais informações no meu e-mail. professora Lúcia Oliveira
Tradição é conformismo, continuismo. Povos de mente engessada acomodam-se em tradições irracionais. Não evoluem. E o pouco que evoluem é por impulso vindo de povos mais evolutivos.
Em se tratando de ortografia do idioma que falamos no Brasil, LIVRES DE CANGA COLONIALISTA, devemos seguir nosso instinto de racionalidade, sem alterar a atual fonética padrão (oficial).
Numericamente, somos de população muito maior. Os países que quiserem nos acompanhar numa reforma substancial serão bem vindos. Muito terão a ganhar.
E os que optarem pela tradição em lugar da razão, sintam-se à vontade em suas posturas empedernidas.
Insinuar que devemos estar sempre submissos, em tudo, aos ditames de Portugal, porque desse País dependemos, no Mercado Comum Europeu, é cínico argumento de maus brasilediros.
Imaginem se para negociarmos com Alemanha, Espanha, França, Inglaterra, e outros países europeus, nada nos seria possível sem endosso, tutela ou intemediação portuguesa. Não nos faltaria mais nada !
Concordo com a opinião deste Movimento. O novo acordo ortográfico é complicado inclusive para professores de língua portuguesa. Faz-se necessária uma análise mais aprofundada do tema. O novo acordo trouxe mais confusão e insegurança.