Portugal recua no Acordo Ortográfico. Parlamento volta a debater reforma
Mais de 113 mil portugueses pediram, e a Assembleia Nacional voltou a debater ontem a adoção, no berço da língua portuguesa, do Acordo Ortográfico.
Um deputado chamou a reforma – que já havia sido aprovada pelo governo – de “acúmulo de disparates”.
Com petição assinada por mais de 113 mil portugueses, Acordo Ortográfico enfrenta resistência
Apesar de o tema ter sido amaplamente discutido entre países que têm a língua portuguesa como oficial, o Acordo Ortográfico – em vigor no Brasil desde janeiro – teve novo revés. Ontem, o Parlamento português discutiu uma proposta de renegociação da reforma, mesmo tendo sida aprovada por governo e Assembleia da República. Ao final da discussão, o Partido Socialista se viu isolado a favor do novo acordo.
Segundo a BBC Brasil, na proposta, que chegou ao Parlamento graças à uma petição assinada por 113.206 portugueses (são necessárias 5 mil assinaturas), pede-se que o governo reveja os pontos da reforma ortográfica, considerados pelos organizadores do abaixo-assinado contraditórios.
– Pede-se que o governo abra negociações com o objetivo da revisão dos termos do acordo. Na nossa opinião, o acordo teria de ser revogado porque é um acúmulo de disparates – explica o deputado Vasco Graça Moura, um dos organizadores do abaixo-assinado.
De acordo com Moura, a “petição foi discutida na Comissão de Ética e Sociedade da assembleia e o relatório do deputado Barreiras Duarte, que dá razão à petição, foi aprovado por unanimidade”.
Dos países lusófonos, apenas o Brasil deu início oficialmente ao período de transição da aplicação do acordo. Portugal, Brasil, São Tomé e Cabo Verde são os países de língua portuguesa que já aprovaram o acordo. A data para o início do período de transição ainda não foi determinada em Portugal. Em entrevista à Lusa, uma fonte dos peticionários disse que o debate no Parlamento poderá alterar algumas “situações caóticas” que o acordo prevê.
– Se os fundamentos científicos e linguísticos que sustentam a petição forem tidos em conta, poderá impedir-se o caos ortográfico que acontecerá, de um e outro lado do Atlântico, se o acordo for integralmente avante – observou.
Segundo o documento final, a reforma “enferma de vícios suscetíveis de gerarem a sua patente inconstitucionalidade”. Para os assinantes da petição, as justificativas para acordo são falsas: discordam de que ele vai ajudar a combater o analfabetismo com a simplificação e ajudar a língua portuguesa a se impor como língua internacional. Também dizem que a justificativa para a adoção não tem base científica.
Entre as principais queixas dos críticos ao acordo está a de que a eliminação de “p” e “c” não pronunciados em palavras como “óptimo”, “Egipto”, “acto” ou “facção” abandona a etimologia das palavras.
Fonte: Jornal do Brasil - 21/05/2009
O texto do que viria para simplificar trouxe mais complicações. Para que dupla grafia?
Por que abolir o trema da língua portuguesa? Que regra é essa que diz: um substantivo composto formado por um verbo e um substantico tem um hífen separeando as duas palavras, mas mandachuva, paraqueda são exceções?
Sou Brasileiro, formado em Língua Portuguesa pela UEM - Universidde Estadual do Maranhão, Tenho um trabalho sobre esse tema e fiquei de inicio, animado com a possibilidade de ver tratado o problema mais importante da lingua portuguesa que, na realidade, não é uma unacal ingua. São várias. E ainda que queiramos não conseguiremos unificá-la. Alíngua falada no brasil a muito não é mais a mesma falada em portugal e nem nas demai unidades lusofônicas que estao mais próximas de portugal. Sabemos que a existencia do “c” e do “p” nas palavras portugesas e tambem brasileiras são mecanismos funcionais de articulação e não sonoras. Exemplo: acepção sem o “P” se transformaria em aceção que se confundiria para o menos informado, com acessão de acessar. As letras “c” e “P” têm a mesma função de “m” e “n” que ajustam o aparelho fônico para a articulação da silaba seguinte. problema maior da nossa grafia está nos fonemas sibilante que são inumeramente confusos, com representações gráficas incontáveis. com uma canetada simplis se resolveriam os problemas da lingua portuguesa tanto aqui como lá. Bastaria que se definissema as sibilante como “S” de sala e todo som de zê, sejuam representados pela letra “Z”: Os sons de Cá,cue, cui, co e cu pela letra “C’ que é do nosso alfabeto e cunpre essa função perfeitamente. Deixaríamos o som de já, je, ji, jo e ju, com a letra jota. que soa assim em todos os casos. A “G” passaria a desempenhar toas as funçoes guturais sem o artifício da “u” que não e lógica e nem se esplica. afinal, a lingua é fônica e suarepresentação gráfica deve ser equevelente, clara e definida.
Obrigado pela oportunidade de participar mesmo à distância desse debate.
Antonio Pereira Amorim
imperatriz MA.
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