Parlamento português discute renegociação de Acordo Ortográfico
Por pressão popular, o Parlamento português discute hoje uma proposta de renegociação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, apesar de este já ter sido aprovado pelo governo e pela Assembleia da República.
A proposta chegou ao Parlamento graças à uma petição assinada por 113.206 portugueses - para obrigar a Casa a discutir um assunto bastam 5.000 assinaturas.
“A petição foi discutida na Comissão de Ética e Sociedade da assembleia e o relatório do deputado Barreiras Duarte, que dá razão à petição, foi aprovado por unanimidade”, afirmou o editor e eurodeputado Vasco Graça Moura, um dos organizadores do abaixo-assinado.
Graça Moura explica o que propõe o relatório aprovado: “Pede-se que o governo abra negociações com o objetivo da revisão dos termos do acordo. Na nossa opinião, o acordo teria de ser revogado porque é um acúmulo de disparates.”
De todos os países lusófonos, apenas o Brasil deu iníciooficialmente ao período de transição da aplicação do Novo AcordoOrtográfico. Portugal está entre os quatro países - com Brasil, SãoTomé e Cabo Verde - da comunidade dos países de língua portuguesa quejá aprovaram o acordo.
A data do início do período de transição em Portugal ainda não foi determinada.
Governo
Da parte do governo português, a posição está tomada: “O fato é que o acordo já está em vigor. Foi aprovado pelo governo, aprovado pela Assembleia da República, promulgado pelo presidente e o instrumento de ratificação foi depositado no Ministério de Negócios Estrangeiros no dia 13 de maio”, afirma Rui Peças, assessor de imprensa do ministro da Cultura.
Quanto ao possível resultado da discussão no Parlamento, Peças assume uma posição de cautela: “Vamos esperar para ver o que for aprovado na Assembleia da República para depois tomar uma posição.”
Para os assinantes da petição, as justificativas para acordo são falsas: discordam de que ele vai ajudar a combater o analfabetismo com a simplificação e ajudar a língua portuguesa a se impor como língua internacional . Eles também consideram que a justificativa para sua adoção não é baseada em argumentos científicos.
Entre as principais queixas apresentadas pelos críticos do acordo está a que a eliminação de “p” e “c” não pronunciados em palavras como “óptimo”, “Egipto”, “acto”, “inspecção” ou “facção” abandona a etimologia (história) das palavras. Eles dizem que o acordo não tem coerência por eliminar essas letras não pronunciadas e manter o “h”, como em humano ou hora.
Muitas das pessoas que se opõe ao acordo afirmam que ele é uma concessão ao português do Brasil e que unificará pouco o idioma. Um dos exemplos é que Portugal e os outros seis países de língua portuguesa vão continuar a escrever “antónimo” e “género” enquanto a norma brasileira vai manter nessas palavras o acento circunflexo.
Fonte: Site O GLOBO
Publicada dia 20/5/2009
Professora betinha, Você está falando o mais claro possovel. Infelizmente ou (infelismante) esses metidos a sabidos não têm tempo de ler coisas desse tipo. também me preocupo com eses pequeninos e também cos os grandinho que, por força de estudos e ou sobreviência, são submetidos a esses martírios errográficos, tendo que aprender inicialmente os valores fonicos de nosso alfabeto e depois, desaprendê-los por força de uma regra maluca. Toda minha vida questionei essas particularidade da nossa escrita desde o be-a-bá quando o livro era um pequeno caderno de meia página e papel jornal com apenas letra e nenhuma figura. Hoje, formado em Letras, percebo que as coisas só pioraram. Ninguém analiza profundamente a situação para proporuma simplificação como eu já fiz
parebéns pela sua atitude e pelo seu griiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiitttttttttooooooooo.
Tem razão quando diz que para melhorar, precisamos acabar com as exceções, que desanimam estudantes e professores. Também não conheço um professor que entre tranqüilo numa aula de ortografia, por causa das exceções. Sou professora formada em letras e as letras viram folia na cabecinha das crianças parece uma folia de carnaval “Folia com todas as letras” sinto uma enorme tristeza em ensinar palavras com sons de algumas letras e que os pequeninos são obrigados a escrever com outra letra que não produz esse som isso me corta o coração tipo “CASA”. Casa tem som de z “sim tem as regras” mais também tem as exceções tipo azar, batizar, aviso, batizo, Brasil, a criança esta escrevendo em seu caderninho Brasil com z “BRAZIL”, porque diz que é mais conhecido assim, mundialmente assim, e ela esta errada? Brasil com S só é reconhecido aqui no BRASIL. Deveríamos dizer que a nossa língua não é portuguesa e sim língua Brasileira, é a língua do nosso país, e ela esta em constante transformação é viva e vive a nossa realidade e não conforme a cultura atual portuguesa é uma das primeiras coisas que deveria sofrer mudança, os brasileiros concordam comigo plenamente, a nossa língua tem que ter força, tem que ser respeitada como nossa, e não emprestada, emprestada até quando? Já não faz parte de nossa realidade. Já não nos libertamos de Portugal? Por que usar a língua deles se temos a nossa que é a cara do nosso povo, com nossas culturas, quantas palavras temos diferentes, palavras novas que portugueses nem imaginam que existem. A criança escreve errado? Mais o maior pecado é pronunciar errado “DIFERENTE” para a criança escrever diferente “ERRADO” verifique isso “MUITO” essa é a grafia e o som? “MUINTO”, esse é o som muito com n muinto. Claro que as crianças vão escrever como ouvem o som. Por isso concordo plenamente que “Para melhorar, precisamos inventariar nossos radicais e eliminar distorções como vê-los grafados de maneiras diferentes, porque foram introduzidos em nosso idioma.
Para melhorar, talvez o caminho seja nenhum desses, mas o de uma ortografia fonética, quem sabe as idéias que podem surgir de um amplo debate nas universidades, nos jornais, nas academias. …”