Matéria do Jornal dos Concursos em apoio ao movimento Acordar Melhor

março24

Manifesto propõe a simplificação da língua

Em visita à redação do JC&E, o professor de Língua Portuguesa Ernani Pimentel apresentou a toda a equipe o manifesto Acordar Melhor, que se propõe a discutir não só o novo acordo ortográfico como também algumas regras já tradicionais, buscando simplificá-las, com a reparação de arestas e correção de equívocos trazidos ou mantidos pela reforma.

Idealizado por ele, o movimento pretende levar o assunto a uma discussão pública, à pauta dos parlamentares, do governo e dos estudiosos da língua, a fim de que, com democracia, se promova um trabalho criterioso e completo para uma perfeita padronização ortográfica, racional e profunda.

“Sou professor há 45 anos e sempre peço desculpas aos alunos ao ensinar ortografia, porque muitas coisas não fazem sentido. Por que, por exemplo, “extensão” é com “x” e “estender” é com “s”? Precisamos simplificar a ortografia, para não passarmos o resto da vida amarrados a um dicionário para saber como é que se escreve”, defendeu Ernani Pimentel.

Segundo o professor, o manifesto foi lançado oficialmente no Senado Federal, em Brasília, onde contou com a adesão de quatro senadores e do governador do Distrito Federal. O objetivo é colher a assinatura de todos os senadores e levar a discussão também ao Ministério da Educação, para que este incentive as universidades a pesquisar a etimologia das palavras, com vistas a auxiliar o renascimento – dessa vez, bem-planejado – da nossa língua-mãe. Só no Brasil, são mais de 180 milhões de pessoas que seriam beneficiadas por uma simplificação das regras e eliminação de tantas exceções.

Durante sua visita, o professor Ernani colheu a assinatura do diretor de marketing e projetos do JC&E, José Ricardo de Oliveira, e recebeu o apoio de toda a redação. Quem também quiser aderir ao movimento deve acessar o site www.acordarmelhor.com.br e clicar em “Eu apoio”.

Lygia Roncel

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4 Opiniões para

“Matéria do Jornal dos Concursos em apoio ao movimento Acordar Melhor”

  1. Em 26/11/2009 às 9:46 José Martines Carrasco Disse:

    Os interessados na evolução racional da ortografia devem acompanhar audiências públicas da Comissão de Educação, do Senado,
    especialmente, sobre o que propõe, lucidamente, o Prof ERNANI PIMENTEL; escrever a membros daquela Comissão, incentivndo-os a prosseguir rumo à racionalização ortográfica.

  2. Em 18/08/2009 às 20:33 José Martines Carrasco Disse:

    PROPOSTA:
    ALFABETO E ORTOGRAFIA, RACIONAIS E DEFINITIVOS, À LÍNGUA QUE FALAMOS.
    (Um dia poderá ser útil)

    — Escrever conforme se fala na fonética oficial e atual, atribuindo
    “a cada letra único som; a cada som, única letra.”

    Alfabeto enxuto, ortografia lógica, resultam em escrita eficaz, sem dúvidas, sem perda de tempo, livre de constrangimentos por erros ortográficos, decorrentes da etimologia.

    - Professoras, professores, dedicados à alfabetização têm notado angustiantes dúvidas ortográficas de crianças e adultos - e de estrangeiros necessitados de aprender nossa ortografia. Dúvidas se tal palavra se escreve com Z ou S; com S ou Ç; se com CH ou com X …

    Com base na fonética oficial da atualidade, é possível ensinar qualquer pessoa interessada a ler e escrever, corretamente, em poucos dias, livre de constrangedores erros, ao contrário do que acontece com o uso da vigente ortografia etimológica, forçadora de seguidas consultas a dicionários, para se escrever sem tantos erros.

    — É concebível que, para escrever usando nosso idioma, todo cidadão, antes, deve formar-se etimologista ?

    A escrita é uma das mais importantes necessidades humanas. Portanto deve ser de ortografia simples e lógica. Escrever, inteligivelmente, com um mínimo de dígitos.

    Esta PROPOSTA trata de faxina ortográfica, simplificadora, supri-mindo:
    — seis dígrafos: ch, lh, nh, gu, qu, ss;
    — o trema;
    — as letras: q, ç, e h)
    — e as consoantes não pronunciáveis nas palavras.

    a) – ch fica substituído por X
    nh, por ñ (n encimado por til)
    lh, por ll (duplo L)

    b) – G assume o som “gue”, diante de todas as vogais. Assim ficam
    desativados o dígrafo gu e o trema, em qualquer situação.

    c) – J substitui G, quando G estava anteposta a E ou I.
    - Em conseqüência, fica desativada G com som de J.

    d) – C assume o som de Q, quando antecedendo qualquer letra.
    - Em conseqüência, além da desativação da letra Q e do
    dígrafo qu (e qü), fica desativado o trema.
    OBS: a desativação do trema sem desativação dos
    dígrafos “gu” e
    “qu”, provoca grave deturpação à vigente fonética oficial
    em pouco tempo, ou incide-se na velha irracionalidade de
    outras línguas: “Escreve-se de um modo pronunciando
    de outro”;

    e) - Um só S substitui:- Ç; o dígrafo SS; C atualmente anteposto a
    E e I; e X quando esta exercia o som de S.

    f) – X pronunciada com som de Z, fica substituída por essa.

    g) – Z substitui S com som de Z.

    i) – X pronunciada com som de SC, fica substituída por essa dupla.

    ARGUMENTOS PARA USO DE C EM LUGAR DE Q e K.
    1 – C é de intenso uso em línguas de tronco latino.
    2 – No passado, C já teve som de Q e K. Não há razão para que não
    retorne a esse som.
    3 – C é de mais fácil e rápido desenho na escrita manual
    4 – O conjunto da escrita fica mais estético quanto menos letras com
    hastes forem usadas. E C não tem haste.
    5 – K tem maior uso em línguas não-latinas.
    6 – K é de mais complicado desenho manual.
    OBS - a) As letras fora de uso deverão figurar do alfabeto, para uso
    em nomes próprios e abreviaturas internacionais;
    b) Argumentar que se deve “escrever conforme se fala” significa
    conduzir o idioma à anarquia ortográfica. O idioma deve estar
    ancorado em pronúncia oficial, para evitar deturpações, no
    decorrer do tempo.

    – Veja, exemplos de como se escrever com facilidade, sem margem a erros ortográficos:

    Ref. ao item: ortografia ortografia
    atual: proposta:

    a) ….. bochecha boxexa
    alheio; lhe alleio; lle
    carinhanha cariñaña

    b) ….. segue; guia sege; gia
    argüir arguir

    c) ….. gengiva jenjiva

    d) ….. qüinqüênio cincuênio
    qualquer cualcer
    quente cente
    eloqüente elocuente

    e) ….. – quiçaça quisasa;
    traço traço
    canção cansão
    – passo paso
    asesor assessor
    – cena; cisne sena; sisne
    – texto testo
    – excelente eselente
    – nascimento nasimento

    f) …… exame; exibir ezame; exibir

    g) ….. mesa; gasosa meza; gazoza

    i) ….. anexo; fixar anecso; ficsar

    Nota - Nunca experimentaram alfabetizar um “grupo-amostra”, com base em ortografia fonética e lógica.
    Qual o motivo? - Simples! Pessoas alfabetizadas em poucos dias, com base na ortografia proposta, ao se inteirarem, posteriormente, das regras da atual e complicada ortografia etimológica, certamente, se sentiriam abismadas, diante dos atuais absurdos desnecessários, mas impostos à totalidade dos usuários do idioma.
    Por essa razão, nem sequer experiências são efetuadas, para que o ridículo permaneça despercebido.
    O empecilho não é, sequer, político. É econômico-parasitário.
    A língua não é para servir aos povos de modo simples e funcional, mas para enriquecer os malandros da complicação.

    — Desde que simplificada, a ortografia do nosso idioma seria a mais lógica do mundo, com tantos benefícios decorrentes para todos. Inclusive aos países mais pobres, usuários da língua portuguesa, que adeririam a nossa nova ortografia, após comprovação da inegável vantagem no aprendizado. Estariam livres de despesas com novos livros didáticos e dicionários, produzidos pelos sovinas, a cada proposital mudança ortográfica, conforme tem acontecido. Até para a ONU a simplificação seria de bom proveito.

    ESCRITA COM APLICAÇÃO PRÁTICA DA SIMPLI-FICAÇÃO PROPOSTA.

    — Em tempos anteriores, ouve cem se mostrase oposto a simplificasão
    asemellada a esta Proposta de REFORMA ORTOGRÁFICA DEFINITIVA.
    Opositores ce foram, são e estão em alguns bolsões, constituídos por:

    - disionaristas e editoras ce lucram com lansamentos de millões de novas
    tirajens, de tempos em tempos, em funsão de susesivas e malisiosas
    reformas ortográficas;

    - de profisionais do idioma, mais interesados em manter complicasões –
    para vender tediozas esplicasões etimolójicas – do ce, propriamente,
    fasilitar a escrita das multidões uzuárias.

    - e os ce ficaram de boca torta por terem suportado, durante muito
    tempo, o pezado caximbo etimolójico. Estes não se conformam com ce
    as novas jerasões se vejam livres de pasar pelo mesmo sadomazocismo
    ortográfico por ce pasaram.

    — OBSERVASÃO:
    a) Se aseita e implementada esta Proposta, atuais disionários do idioma fi-
    cariam arcivados por instituisões e profisionais interesados em
    consultas etimolójicas. Leve-se em conta ce, como já referido nas
    primeiras linhas, a Proposta não altera a atual fonética ofisial das
    silabas - e palavras, ce estariam resguardadas em disionários;

    b) novos disionários ofisiais seriam lansados em definitivo, com verbetes
    escritos nos conformes fonéticos propostos, asinalando os respetivos
    ramos etimolójicos, por meio de abreviaturas;

    c) as demais regras de ajuste a esta Proposta, e simplificasão de regras
    gramaticais, ficariam a cargo dos espesialistas da língua..

    Note-se, ainda: a Proposta suprime as atuais dúvidas dos uzuários do idioma e não dezampara os profisionais ce vivem de ensiná-lo, conforme esposto nos itens a, b e c, suprasitados.

    - Leve-se em conta as deformasões ortográficas ultimamente criadas à revelia, pelos uzuários de comunicasão pela Internet. E tudo porce, cada vez mais, as novas jerasões estão adotando rasiosínio lójico e, portanto, aborresidas com a atual ortografia etimolójica, toma-tempo.

    Nos últimos desênios, a rejeisão a irrasionalidades está se mostrando jeral em todos os recantos do Planeta.

    Os primeiros traumas de aprendizado prinsipiam logo ce os alunos se deparam com degraus ilójicos e torturantes da ortografia vijente.

    Cualcer nasão ce forse seus fillos, desde a infânsia, ao ábito de aseitar irrasionalidades e reivindicasões não-meritórias, pode induzi-los a prosegir no mesmo destino de aseitasão em tudo, como determinismo incontornável.

    Mellor será rasionalizar a ortografia do idioma, sem aviltar-lle a pronúnsia, arrefesendo as novas jerasões práticas, para ce não prosigam em dezorientada micsajem de letras, sílabas e palavras, pela inconsiente ojeriza a prezunsozos oligarcas perpetuadores de irrasionalidades.

    Ou mais conveniente é interpor pretestos, negar o óbvio e prosegir na mesma?
    Devemos continuar atrelados a obstinados, aos notoriamente incapazes de evolusão rasional? — Para o incorrijível subserviente, ce asinou o tratado de ortografia com Portugal, tudo deve prosegir como está.
    Com toda serteza, se o ótimo é inimigo do bom, o ótimo desta Proposta é melhor do que o pésimo da reforma ortográfica em andamento, em 2009.
    * * * * *
    O ce asima está esposto é aperfeiçoamento à mesma Proposta constante do livro “Aos Futuros Poetas”, rejistrado na Biblioteca Nacional, em 15 DE SETEMBRO DE 2005, CERTIFICADO DE REGISTRO OU AVERBAÇÃO, N°353.325, LIVRO 651, FOLHA 485.

    Agradesimentos aos ce compreenderam a rasionalidade desta Proposta e a divulgem, prinsipalmente, a profisionais dedicados ao ensino do idioma.
    Cordiais saudasões.
    José Martines Carrasco
    E-mail: ortografiaracional@hotmail.com ou
    araguai30@yahoo.com.br

    50 ESTRELAS

    Ei!… Não perdura o mal, os maus instantes
    Os dias os irão desvanecendo.
    Não se faz longo o vendaval horrendo,
    Nem valem trovas sem finais sonantes.

    Seja cada hora bem melhor que a de antes
    E aventurado o instante que trazendo
    Idéias num insigth, ou num remendo,
    Surte letras de assomos fecundantes.

    Festas, prazeres, o alegrar-se em prosas,
    Forjam nos céus constelações radiosas,
    Perpetuando lembranças e saudades.

    Se vos dizem de amores e amizades,
    Então, Viventes, face ao que argumento,
    Fartai de estrelas o amplo firmamento…

    J.M. Carrasco
    SP, 31/03/07

  3. Em 29/04/2009 às 10:35 Jinha Disse:

    Daqui a pouco vão querer “acordar” a língua falada, vão mudar nossa cultura, costumes… vamos perder a identidade!

  4. Em 13/04/2009 às 22:19 Luiz Alberto Bahia Soares Disse:

    Eu concordo

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